Ipad – Guia definitivo

Até agora você já deve ter lido sobre o iPad mais do que alguma vez na vida conseguiu imaginar! Para dar um fim nisso (pelo menos é o que imagino), abaixo segue um guia completo e definitivo que inclui todos os aspectos, planos e preços, datas de lançamentos, imagens e vídeos. Aproveitem!

Aspectos Gerais:

O iPad é uma máquina e tanto, veja porque:

  • CPU: Fabricado pela Samsung especialmente para a Apple, o tão falado 1GHz A4 SOC é incrivelmente rápido.
  • Tela: 9.7 polegadas, 1024 x 786 (132 PPI), multitouch.
  • Armazenamento: Existem três versões: 16GB, 32GB, e 64GB.
  • RAM: A Apple não especificou nada sobre memória (exatamente como fez com os lançamentos do iPhone e iPod Touch). Assume-se que o iPad possui mais RAM do que o iPhone 3GS (256MB).
  • Wireless: Conexões Wi-Fi 802.11a/b/g/n WiFi e Bluetooth 2.1. Existe ainda uma versão 3G (UMTS / HSDPA 850, 1900, 2100MHz e GSM / EDGE 850, 900, 1800, 1900MHz), mas por enquanto estará apenas disponível nos EUA e se você está pensando em usar seu SIM card aqui do Brasil, esqueça, pois o iPad funciona apenas com o novo modelo de micro SIM card. :-(
  • Outros: Possui bússula digital, acelerômetro, sensor de luz ambiente e AGPS onboard (apenas na versão 3G).
  • Portas: Conector de fone de ouvido, conector para dock, microfone e auto falatante embutido.
  • Bateria: Até 10 horas de navergação na internet por Wi-Fi, escutando música, ou assistindo filmes e duração de mais de um mês em standby.
  • Dimensões: 24,3cm x 19cm, super fino (1,3cm) e apesa apenas 680 gramas.

Hardware:

Como muita gente vem comentando por aí, o iPad parece mesmo com uma versão maior do iPhone. Sua parte frontal é feita por uma peça grande e lisa de vidro sem botões, a não ser pelo tão conhecido “Home” localizado na parte inferior. A tela é envolta por uma borda preta polida. Na pate traseira, pode-se ver algo familiar… um alumínio relativamente curvado até as bordas (igual ao iPhone 3GS e o MacBook Air). Na parte de cima, o iPad possui um botão de liga/desliga e um conector de fone de ouvido. Do lado direito encontra-se a regulagem de volume. Finalmente, na parte inferior do aparelho está o conector com os 30 pinos e o auto falante.

Software:

O sistema operacional do iPad é uma versão modificada do iPhone OS (por enquanto 3.2) com algumas coisinhas a mais na interface do usuário. As mudanças mais significativas são os menus dro-down nas aplicações, divisor de tela (como no caso do programa de e-mail) e pequenas telas que aparecem sobre a principal área de trabalho (como é no caso da iTunes store). Outras modificações são relativamente redundantes, já que a maioria das aplicações instaladas no iPad são na realidade nada mais, nada menos do que os aplicativos já existentes pela Apple, com capacidade para serem rodados em uma tela maior; é o caso do mail, calendário, Safari mobile, iTune e App Stores, fotografias, YouTube e outros. Também foram desenvolvidos mais dois aplicativos, iBooks (seria um e-reader) e sua loja online.

Apesar de não existir nenhuma funcionalidade como telefone, SMS ou iChat, o iPad consegue rodar praticamente todos os 140.000 aplicativavos desenvolvidos para iPhone iPod Touch. Eles funcionam de duas formas, tanto no tamanho original do aplicativo no centro da tela, quanto em tela cheia, através de um up-scaling.

Outra coisa interessante é o teclado. Ele fica em um tamanho prático para digitar, diferente do que acontece com o iPhone e iPod Touch, pois atinge as margens da tela tanto se o iPad estiver na vertical, quanto na horizontal (portrait e landscape).

Uma característica que foi mantida, mas ao meu ver (e da maioria dos usuários) deveria ter sido modificada, é a falta de multi tarefas. Continuamos sem poder rodar mais de um aplicativo por vez.

Alguns dos softwares desenvolvidos por outras empresas e que já foram inclusive demonstrados a apresentação do iPad no evento da Apple, são jogos da gameloft e EA, uma nova versão do aplicativo Brushes (disponível para iPhone) e o New York Times também está para fornecer programas nativos para iPad. A Apple não deixou de lado o iWork, que inclui Pages, Numbers e Keynote; vão ser desenvolvidas versões específicas para o iPad.

Utilizando o iPad:

Para aqueles que estão pensando que usar o iPad é praticamente a mesma coisa que um iPhone, estão corretos! A Apple claramente quis que os usuários tivessem uma transição bem tranquila do iPhone/iPod touch para o iPad.  No geral o iPad é o já esperado, vários ícones distribuídos pela tela inicial; sem widgets dados extras, nada demais… até mesmo o botão de travar a tela é igual!

A diferença está nos aplicativos. Por exmplo, no mail você pode agora visualizar sua lista de mensagens e seu atual email na mesma tela. O calendário é totalmente diferente, parecendo mais um caderno de dados e não apenas a grade de dias ou uma lista. O novo aplicativo iBooks é um dos mais impressionantes em relação ao visual; ao de página de um livro que esteja lendo, parece mesmo com uma folha real, a animação é ótima. Além disso, as opções de visualização e a área de buscas, ficaram muito boas. Outra coisa interessante é que os livros ficam dispostos em uma prateleira para que o usuário possa então escolher qual vai querer ler.

Aplicativos como Safari e Mapas utilizam agora os menus drop-down e também possuem a funcionalidade de zoom. O Safari funcona exatamente como já era esperado, sem nada demais; aliás, continua sem dar suporte à flash!

O teclado ficou interessante, principalmente no que se diz ao seu tamanho. O que ainda falta é o reconhecimento para escrita à mão; por ser um tablet, seria bacana se essa funcionalidade tivesse sido encorporada.

Em resumo, se você já está acostumado com o iPhone ou iPod Touch, não deve estranhar nada ao usar o iPad; na realidade é exatamente isso que a Apple quer. entretanto, não deve-se descartar a possibilidade da Apple adicionar algumas funcionalidades ao iPad até a data de seu lançamento oficial.

Preços e Datas:

Os iPads na versão apenas com Wi-Fi devem estar nas prateleiras do mundo todo em 60 dias e a versão com 3G (apenas para os Estados Unidos) ainda vai demorar três meses. Juntamente com a empresa At&T, a Apple vai disponibilizar suporte à 3G com planos à US$14.99/mês para 250MB de dados e US$29.99/mês para navegação ilimitada. Esses aparelhos virão com um SIM card desbloqueado, mas apenas aceitarão os novos micro SIM chips, o que descarta qualquer possibilidade de uso com os antigos e já conhecidos SIM cards atuais, ou seja, nada de 3G para nós brasileiros, pelo menos por enquanto.

Os valores finais de cada versão de iPad ficarão da seguinte forma:

  • WiFi, 16GB: US$499
  • WiFi, 32GB: US$599
  • WiFi, 64GB: US$699
  • 3G, WiFi, 16GB: US$629
  • 3G, WiFi, 32GB: US$729
  • 3G, WiFi, 64GB: US$829

Acessórios:

Várias empresas já estão anunciano diversos acesórios para iPad, mas a própria Apple tem sua linha oficial; um dock/stand por US$29, uma câmera externa por US$29, um case por US$39 e um teclado físico por US$69.

Resumindo:

Como qualquer produto que ainda não foi lançado ainda, não é possível fazer uma análise geral e final ainda. O iPad tem claramente um grande potencial, embora a Apple tenha deixado de lado alguns pontos relativamente importantes, como não dar suporte à flash (apesar de que a tecnologia HTML5 está vindo para entrar no lugar dele) e falta de multitasking (uso de mais de um aplicativo ao mesmo tempo). As alterações ralizadas no sistema operacional ficaram muito boas, mas não deixa sem pensar que foi uma grande falta de imaginação da Apple em criar um novo OS para o iPad.

Deixando para trás as reclamações, não podemos negar que o hardware é bem bacana e seu desing elegante. Podemos ter certeza de que os aplicativos e funcionalidades que a Apple não incluiu no aparelho serão bem aproveitadas pelos váris desenvolvedores espalhados pelo mundo à fora! As possibilidades para o uso do iPad são enormes. Está claro que a Apple está um belo passo à frente dos demais no que se diz respeito à computadores multitouch.

fonte: Engadget


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